Deputado é acusado de manter vínculo com o CV em troca de votos

Por Br Hoje
4 de dezembro de 2025
Deputado Rodrigo Bacellar, Diculgação / Alerj
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A Polícia Federal afirmou, no pedido de prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), que o político tinha como objetivo manter vínculos com o Comando Vermelho (CV) visando obter “milhões de votos” em regiões dominadas pela facção. A informação consta no relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Bacellar recebeu apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para suceder Cláudio Castro no governo fluminense. Segundo a PF, o deputado teria atuado para obstruir investigações que envolviam Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, apontado como interlocutor do Comando Vermelho.

“Um possível objetivo subjacente da ação obstrutiva é a manutenção do vínculo desses agentes políticos com o Comando Vermelho, facção responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro, o que se traduz em milhões de votos no pleito eleitoral que se avizinha”, aponta o documento da PF.

O relatório afirma ainda que Bacellar tinha conhecimento das ligações de TH Joias com o crime organizado. O parlamentar foi preso por dez meses entre 2017 e 2018 e posteriormente condenado a quase 15 anos de prisão por tráfico de drogas. A PF afirma que o presidente da Alerj foi informado previamente sobre a operação policial, conversou com o principal alvo e o orientou a retirar objetos de interesse das autoridades de sua residência.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, destacou na decisão que autorizou a prisão que existem “relevantes indícios de ações possivelmente coordenadas e estruturadas” com o objetivo de obstruir investigações envolvendo grupos criminosos violentos e suas conexões com agentes públicos.

TH Joias foi preso em 3 de setembro por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é investigado por negociar armas para o Comando Vermelho.

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