TSE analisa possível suspensão da estreia de filme sobre Bolsonaro

Por Br Hoje
21 de maio de 2026
FOTO/REPRODUÇÃO
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A estreia do filme “Dark Horse” pode ser adiada nos cinemas do Brasil. O filme, que ilustra a trajetória política de  Jair Bolsonaro, entrou no centro de disputas políticas e jurídicas, desde que o filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República, teve áudio vazado, na semana passada, cobrando dinheiro para o filme, do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O deputado federal Rogério Correia (PT) e o grupo Prerrogativas, composto de juristas e advogados, requerem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Procuradoria-Geral da República (PGR)  que a exibição do audiovisual seja proibida até que sejam concluídas as investigações sobre a origem dos recursos utilizados.

Eles argumentam que o lançamento do longa que está previsto para estrear em período muito próximo da votação das eleições nacionais (4 de outubro) e que isso configuraria  propaganda antecipada ou abuso de poder econômico. O filme está com data de estréia para 11 de setembro de 2026.

Além disso, os parlamentares apresentaram aos órgãos Judiciários, na terça-feira (19), pedido de abertura de investigação sobre o custeio do filme.

Segundo a representação, o objetivo é esclarecer a origem dos valores investidos em Dark Horse. Eles levantam a possibilidade de crimes de lavagens de dinheiro, fraude cambial, falsidade documental, evasão de divisas, dentre outros.

Onde tudo começou

O movimento foi impulsionado após o vazamento de mensagens de áudio entre o filho do ex-mandatário e senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro , ex-controlador do Banco Master, que é apontado como um dos investidores do filme autobiográfico.

Vorcaro está preso, suspeito de envolvimento em fraude bancária. A ligação dos dois tornou-se polêmica pública após as conversas privadas indicarem uma relação para além dos negócios, com reuniões mantidas em segredo, encontros e visita após prisão preventiva, gerando desgaste agudo à imagem do senador e sua pré-candidatura a cadeira presidencial.

Do cinema para os tribunais

Simultaneamente, o Supremo Tribunal Federal ( STF) analisa uma investigação preliminar sobre suposto desvio de emendas parlamentares em benefício de organizações ligadas à produção.

A  averiguação do Judiciário foi provocada pela deputada Tabata Amaral ( PSB), que em seu requerimento questiona repasses públicos do grupo político, dentre eles o Partido Liberal (PL), no qual integra além do senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Mário Frias (PL) que atua como produtor executivo e roteirista do filme e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que está ligado à gestão financeira do projeto.

Fonte: IG

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