Brasileiro de 5 anos é o mais jovem do mundo a descobrir asteroide

Por Br Hoje
13 de fevereiro de 2022
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O paulistano de 5 anos que descobriu 15 asteroides em um projeto da Nasa, a agência espacial americana, mostrou seu entendimento sobre astronomia aos dois anos durante uma visita ao Museu Catavento, na região central da capital paulista.

Miro Latansio Tsai se tornou a pessoa mais jovem do mundo a realizar a descoberta de asteroides em um projeto em parceria com a Nasa que tem por objetivo mapear constantemente o céu em busca de objetos próximos que possam apresentar risco de colisão com a Terra.

Desde bem pequeno, Miro Latansio Tsai preferia os museus aos parquinhos. Ao chegar ao Museu Catavento, ele foi citando os nomes de todos os planetas do Sistema Solar, de acordo com a mãe, a advogada Carla Latansio, de 40 anos.

“Apesar de ser um bebê de 2 anos, ele ficou alucinado! O passeio preferido dele sempre foi ir a museu. Ele não queria ir para o parquinho, sempre queria ir ao museu (risos). Miro não tinha livro de astronomia nessa época ainda e chegou lá mostrando todos os planetas por nome. Eu acho que ele viu na TV, porque ele vê muitos documentários”, conta a mãe.

Mas esse não foi o primeiro feito de Miro, que aos 5 anos é fluente em inglês e está aprendendo mandarim com o pai, o administrador chinês Jack Tsai, de 45 anos. Carla também conta que Miro começou a ler durante a pandemia, aos 3 anos. Com um ano e meio falava frases completas, como “Eu quero ir embora”, e deu os primeiros passos aos 9 meses, de acordo com a mãe.

“Ele não é desenvolvido só na parte da fala, mas em toda a parte cognitiva. Ele tem um raciocínio muito avançado para a idade. Miro sempre teve interesse muito grande por ciência e tecnologia, sempre foi curioso e queria entender como as coisas aconteciam.”

A fase dos “porquês” de Miro começou aos 2 anos. Antes de se interessar pelo espaço, Miro já escolhia livros como “Atlas do Corpo Humano” e “Atlas Geográfico”, segundo Carla.

“Ele fazia perguntas como ‘por que o sol é quente e a lua não?’ Perguntava tudo, ficava horas analisando um formigueiro, um sapinho, sempre foi muito investigativo. Na livraria eu mostrava livros infantis e ele não queria, ia direto nos atlas. Ele decorou como funciona o sistema digestivo e dava uma aula para a gente, os pais.”

Parceria com a Nasa

O projeto em que Miro identificou 15 asteroides é o Caça-Asteroides 2021, realizado pelo International Astronomical Search Collaboration (IASC – Programa de Colaboração de Pesquisa Astronômica Internacional, em tradução livre), em parceria com a Nasa e o Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System (Pan-STARRS).

O objetivo é mapear constantemente o céu em busca de objetos próximos que possam apresentar risco de colisão com a Terra.

No Brasil, o projeto acontece por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Os relatórios são revisados e validados pelo IASC e então submetidos ao Minor Planet Center (MPC) em Harvard. O MPC é reconhecido pela International Astromonical Union, em Paris, como o repositório oficial mundial de dados sobre asteroides.

Miro tem asteroides provisórios e preliminares. Os preliminares são a confirmação de que o que ele identificou é mesmo um asteroide, porém a autoria da descoberta só se dá oficialmente quando termina o processo de análise.

Assim, apesar de ele ter realmente visto um asteroide novo, ele ainda não teve a autoria confirmada. Os preliminares são prováveis asteroides que já passaram pelo crivo de Harvard e do IASC e foram cadastrados no site internacional de observações MPC.

Com o tempo, se essas detecções forem confirmadas por observações adicionais feitas por grandes pesquisas do céu (por exemplo, Pan-STARRS, Catalina Sky Survey), elas podem se tornar descobertas que são numeradas pela União Astronômica Internacional.

Esse processo, desde a primeira detecção até o status de descoberta, leva de 6 a 8 anos. Uma vez numerados, os descobridores podem propor nomes à IAU.

Fonte: G1

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