Brasileiros desenvolvem método para identificar HPV e evitar câncer

Por Br Hoje
3 de julho de 2022
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Um estudo brasileiro, publicado na revista científica The Lancet, mostrou que o câncer de colo de útero pode ser evitado com a realização de exames preventivos de HPV baseados no DNA.

Sem nenhum sintoma, Ana Laura nem desconfiava que havia sido infectada pelo vírus HPV. “Eu não tinha o conhecimento desse vírus. Quando a doutora Claudia falou para mim, eu fiquei com medo pelo fato de saber que causa lesão e que, se nao descobrir cedo, pode gerar um câncer”, diz.

Foi depois de fazer o preventivo baseado no DNA que a atendente descobriu que tem HPV, principal causa do câncer de colo de útero, o terceiro tipo mais comum entre as mulheres no brasil.Oo método é parecido com o do papanicolau mas o de DNA é bem mais preciso.

“A gente está fazendo mais diagnósticos: 30 a 40% mais diagnósticos de lesões pré-cancerosas e de câncer, porque o papanicolau tinha, muitas vezes, o que a gente chama de falso negativo”, conta o médico Túlio Tomás do Couto.

Em Indaiatuba, no interior de São Paulo, 16 mil exames preventivos de DNA feitos em mulheres de 25 a 64 anos foram analisados durante dois anos e meio. O estudo da Universidade Estadual de Campinas, publicado na revista The Lancet, mostra que a nova tecnologia foi capaz de detectar o HPV em pacientes mais novas (39 anos). Em 67% dos casos, em estágio inicial. Já pelo método convencional — o papanicolau –, o vírus foi constatado em mulheres mais velhas (49 anos) e já havia avançado.

Com o exame preventivo de DNA é possível detectar a presença do vírus HPV até dez anos antes do câncer aparecer. Se a descoberta for precoce, segundo os médicos, a paciente tem 100% de chance de cura.

A dona de casa Neuza Maria de Jesus Ribeiro é prova disso. Ela descobriu no início uma lesão causada pelo HPV no colo do útero. se não tivesse feito o exame baseado no DNA, talvez não conseguisse sucesso no tratamento. “Muitas pessoas, quando descobrem, já é tarde, que daí já não tem mais cura”, afirma. “A minha história é de vitória, de cura”, acrescenta.

Fonte: The Lancet

 

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