Criticado por personagem pedófilo, Porchat se defende: “ficção”

Por Br Hoje
14 de março de 2022
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on linkedin
Share on reddit

Criticado nas redes sociais desde o domingo (13/3), por conta de uma cena polêmica do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, o ator e apresentador Fábio Porchat falou à coluna LeoDias nesta segunda (14). Ao citar a polêmica, fez questão de lembrar que Cristiano, o pedófilo que interpreta no longa, é um vilão. E também ressaltou que foi contratado para trabalhar na produção, sem qualquer vínculo com a concepção da obra.

“Vamos lá: como funciona um filme de ficção? Alguém escreve um roteiro e pessoas são contratadas para atuarem nesse filme. Geralmente o filme tem o mocinho e o vilão. O vilão é um personagem mau. Que faz coisas horríveis. O vilão pode ser um nazista, um racista, um pedófilo, um agressor, pode matar e torturar pessoas”, explicou.

Na sequência, Porchat lembrou de outros personagens malvados que marcaram época no cinema e na TV: “O Marlon Brando interpretou o papel de um mafioso italiano que mandava assassinar pessoas. A Renata Sorah roubou uma criança da maternidade e empurrava pessoas da escada. A Regiane Alves maltratava idosos. Mas era tudo mentira, tá gente? Essas pessoas na vida real não são assim”, lembrou o humorista.

Fábio Porchat ainda fez questão de salientar que intérpretes de grandes vilões costumam até ser reconhecidos por suas atuações emblemáticas em premiações como o Oscar. E fez uma ressalva: retratar temas polêmicos, como a pedofilia, em produções do audiovisual não é o mesmo que fazer apologia ao crime: “quando o vilão faz coisas horríveis no filme, isso não é apologia ou incentivo àquilo que ele pratica, isso é o mundo perverso daquele personagem sendo revelado. Às vezes é duro de assistir, verdade. Quanto mais bárbaro o ato, mais repugnante. Agora, imagina se por conta disso não pudéssemos mais mostrar nas telas cenas fortes como tráfico de drogas e assassinatos? Não teríamos o excepcional Cidade de Deus? Ou tráfico de crianças em Central do Brasil? Ou a hipocrisia humana em O Auto da Compadecida. Mas ainda bem que é ficção, né? Tudo mentirinha”, finalizou.

No longa, Porchat interpreta um pedófilo, Cristiano. A abordagem aos garotos não é nada sutil. Mediando um conflito entre os meninos, o homem diz: “Vamos esquecer isso tudo, deixar isso de lado? A gente esquece o que aconteceu e, em troca, vocês batem uma punheta pro tio”.

Como se Tornar o Pior Aluno da Escola foi lançando há cinco anos, em 2017 e estreou recentemente na Netflix. Políticos da base de apoio ao governo federal têm tecido duras críticas ao longa e prometem entrar na Justiça para que a produção seja retirada do ar.

O filme é baseado no livro homônimo escrito por Danilo Gentili. A comédia tem roteiro de Fabrício Bittar, que também responde pela direção do longa, Danilo Gentili e André Catarinacho. Na história, Gentili interpreta Danilo, o autor de um manual que ensina crianças a serem o pior aluno da escola.

Últimas notícias