Filha de juíza ameaça PMs em blitz: “Me prende, p*”

Por Br Hoje
17 de agosto de 2022
Paula Carneiro

Com sinais de embriaguez, uma mulher se apresentou como filha de juíza para uma equipe da Polícia Militar de Minais Gerais (PMMG), no último fim de semana, e tentou obrigar os policiais a “arrumarem uma vaga” para que ela estacionasse o veículo. Um dos militares filmou a médica Paula Gonçalves Carneiro, 34 anos, bastante irritada com a negativa dos PMs e chegou a desafiá-los que a prendessem.

A confusão aconteceu em um dos bairros do município de Ubá, em Minas Gerais. As equipes patrulhavam a região quando um SUV branco parou no meio da rua, e a médica desceu do carro. “Sou filha da juíza da Vara de Infância e Juventude. Só queria um lugar para parar, sem confusão”, disse a filha da magistrada.

Em resposta, um dos soldados rebateu dizendo que era policial, e não flanelinha. “Porra, sério? Tá de sacanagem?”, retrucou a filha da magistrada. Descontrolada e aparentemente embriagada, a mulher passou a xingar os policiais. “Tá com problema, velho? Me prende, porra, me prende, velho. Me prende, filha da puta, tu é macho ou não é?”, desafiou a mulher.

“Foto para mamãe”

Uma mulher que estava na companhia da médica tentava, a todo instante, conter o avanço da filha da magistrada. No entanto, Paula Gonçalves ordenou que a amiga pegasse o celular. “Porra, até agora não arrumaram a minha vaga para parar. Me dá um carregador. Me dá meu celular. Vou tirar uma foto deles e mandar para mamãe”, ameaçou a médica.

Nota da PM

“A Polícia Militar de Minas Gerais, esclarece que, na noite de sábado, dia 13/08/2022, na cidade de Ubá, enquanto realizavam patrulhamento pelo centro da cidade de Ubá, um veículo ocupado por duas mulheres, parou na rua, sendo que a carona, desembarcou, solicitando aos policias militares que retirassem a viatura policial, para que, assim, a motorista pudesse estacionar o veículo.

Durante conversa com a cidadã, os policiais a explicaram que havia um estacionamento disponível na mesma rua, onde ela, facilmente, poderia estacionar, momento em que ela informa ser filha de uma juíza de direito da comarca do município. Contudo, a referida mulher se exaltou, demonstrando insatisfação com a solução apresentada pelos militares, insistindo para que retirassem a viatura.

Durante o fato, a mulher abriu a porta da viatura, sentando-se no banco traseiro. Utilizando a técnica policial de verbalização, os policiais militares, juntamente à sua amiga, condutora do veículo, conseguiram convencê-la a se retirar da viatura policial, não sendo necessário o uso de força”.

Fonte: Metrópoles

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