Biden diz que EUA não vão mais comprar petróleo da Rússia

Por Br Hoje
9 de março de 2022
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O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira a suspensão completa da compra de energia da Rússia por causa da invasão à Ucrânia. A guerra já vai entrar em sua segunda semana. “Petróleo da Rússia não será mais aceito em portos americanos, atingindo a artéria principal da economia daquele país”, falou o Biden.

Joe Biden disse que com essa atitude irá “parar de subsidiar a guerra de Putin” e essa nova sanção foi acertada após conversas com aliados europeu. Porém, os países do Velho Mundo não irão participar desse boicote – 40% da energia da Europa vem da Rússia.

Até por essa dependência, a Casa Branca indicou existem conversas para desenvolver uma “parceria de longo prazo” nesse setor com os europeus.

Setor de energia é ‘coração’ da economia russa

Com a sanção anunciada por Washington, os efeitos no PIB da Rússia devem ser devastadores, já que o setor de energia é responsável por 40% das receitas do país.

Apesar dos EUA não serem grandes compradores do petróleo russa, a expectativa é de aumento nos preços no barril, como vem acontecendo nos últimos dias.

A Rússia é terceiro maior produtor de petróleo do mundo e o segundo maior de gás. Moscou fornece 30% do petróleo consumido na Europa e 40% do gás. Por isso o Velho Mundo está mais reticente em cortar laços de forma imediata com Vladimir Putin.

EUA conversam com grandes produtores

Para tentar conter os danos de uma rápida escalada nos preços internacionais do petróleo, o governo dos EUA iniciou conversas com alguns atores importantes nesse setor. A porta-voz da Casa Branca confirmou encontros com Venezuela, Irã e Arábia Saudita para discutir a questão. Esses países frequentemente são acusados de violações de Direitos Humanos.

Reino Unido eliminará petróleo russo até final de 2022

O Reino Unido eliminará gradativamente as importações russas de petróleo e derivados até o final de 2022, disse o ministro dos Negócios, Kwasi Kwarteng. Ele pediu às empresas que usem o período para garantir uma transição suave.

“Esta transição dará ao mercado, companhias e cadeias de suprimentos tempo mais do que suficiente para substituir as importações russas, que representam 8% da demanda do Reino Unido”, disse Kwarteng.

Na segunda, Boris Johnson, disse que seu governo estabeleceria uma nova estratégia de fornecimento de energia à medida que a invasão russa da Ucrânia e a subsequente alta nos preços da energia acelerassem a necessidade de novas fontes de energia e maior autossuficiência.

Fonte: yahoo.com

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