Ex-senador dos EUA anuncia câncer terminal: “Vou morrer”

Por Br Hoje
24 de dezembro de 2025
Ben Sasse - Foto Reprodução
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O ex-senador republicano dos Estados Unidos Ben Sasse anunciou nesta terça-feira (23/12) que foi diagnosticado com câncer pancreático metastático em estágio quatro, considerado terminal. A revelação foi feita em uma longa mensagem publicada nas redes sociais, na qual o político afirmou de forma direta: “Vou morrer”.

“Como muitos de vocês já começaram a suspeitar de algo, vou direto ao ponto”, escreveu Sasse, de 53 anos. “Na semana passada, fui diagnosticado com câncer pancreático metastático em estágio quatro e vou morrer”, completou.

Sasse representou o estado do Nebraska no Senado norte-americano entre 2015 e 2023 e, após deixar o Congresso, assumiu o cargo de reitor da Universidade da Flórida, em novembro de 2022.

No entanto, ele renunciou à função no ano passado, alegando problemas de saúde de sua esposa, Melissa, que sofreu um aneurisma e uma série de AVCs em 2007 e, recentemente, foi diagnosticada com epilepsia.

Posições críticas a Donald Trump

Formado por instituições como Harvard, St. John’s College e Yale, Sasse construiu uma trajetória política marcada pelo conservadorismo, mas também por posições críticas ao presidente Donald Trump.

Em fevereiro de 2021, foi um dos sete senadores republicanos que votaram pela condenação de Trump por incitação à insurreição no segundo processo de impeachment, relacionado à invasão do Capitólio. A votação, contudo, não atingiu o quórum necessário para condenação.

No primeiro impeachment de Trump, um ano antes, Sasse votou pela absolvição, alinhando-se à maioria dos republicanos. Em discursos públicos ao longo da carreira, o ex-senador se notabilizou por críticas tanto à esquerda quanto à direita do espectro político dos Estados Unidos.

Na mensagem publicada nesta terça, Sasse afirmou que o diagnóstico representa um impacto profundo não apenas em sua vida pública, mas principalmente na esfera pessoal. “Isso é difícil para alguém que nasceu para trabalhar e construir, mas ainda mais difícil como marido e pai”, escreveu. Ele é casado e tem três filhos.

O ex-senador também recorreu à fé para comentar o momento. “Não existe um bom momento para dizer aos seus amigos que você agora está seguindo um ritmo mais acelerado, mas o período do Advento não é o pior”, afirmou. “Como cristão, as semanas que antecedem o Natal são um tempo para orientar nossos corações para a esperança do que está por vir.”

Fonte: Metrópoles

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