Justiça argentina condena boliviano à prisão perpétua por morte de estudante brasileira

Por Br Hoje
26 de dezembro de 2022
Luana Carneiro de Melo
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O boliviano Iver Uruchi Condori, de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da estudante brasileira Luana Carneiro de Melo, de 24, em Buenos Aires, na Argentina. A jovem goiana foi encontrada sem vida o apartamento em que morava, em março de 2018, e o caso chegou a ser considerado como “morte natural” pela polícia. Porém, uma perita levantou uma suspeita e uma investigação foi instaurada, identificando o homem como autor do crime.

Conforme a investigação, Luana morreu vítima de enforcamento. Primeiramente as autoridades policiais acreditaram que ela tinha falecido de “causas naturais”, no entanto, uma perita encontrou indícios que apontavam para um assassinato.

Assim, após uma investigação, a polícia descobriu que Iver invadiu o apartamento da estudante e roubou dinheiro, um celular e o notebook dela. Depois, a enforcou e fugiu.

Em entrevista ao site G1, o advogado Macos Tosato, que defende a família de Luana, contou como os policiais chegaram até o suspeito.

“O criminoso roubou o telefone da Luana. Esse IPhone foi ativado dois meses após o crime por um irmão do Iver. Ele não soube explicar isso. Quando tentou, não deu certo. Os médicos forenses foram determinantes. Não era uma morte natural, mesmo que assim se pensasse no início da investigação”, explicou o defensor.

A investigação mostrou que o boliviano trabalhava para a dona do apartamento que era alugado pela goiana, mas não tinha nenhuma ligação com a jovem. Semanas antes de ser morta, Luana já tinha reclamado que o homem tinha a espionado enquanto tomava banho.

A condenação de Iver saiu no último dia 21. Conforme Tosato, ele deve começar a cumprir a pena na Argentina, mas depois os advogados dele podem pedir que seja transferido para a Bolívia.

A defesa do boliviano não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação desta reportagem.

Sonhos

Luana era natural de Jataí, no sudoeste de Goiás, e decidiu ir para a Argentina com o objetivo de estudar idiomas. Quando foi morta, em 2018, ela já morava em Buenos Aires há três anos.

A mãe dela, Rosemary Carneiro, disse ao site G1 que a filha sonhava em viver na cidade argentina. “Era um sonho para ela. Ela sempre sonhou em viver uma vida fora do país. Se planejou e foi para lá. Ela estava muito feliz em Buenos Aires”, contou.

Rosemary disse ainda que acompanhou o julgamento do boliviano por videoconferência e se disse aliviada com a condenação dele.

“Ao mesmo tempo em que nada poderá trazer nossa Lubs [apelido de Luana] de volta, saber que seu algoz não estará nas ruas para ferir outras mulheres e que justiça foi entregue à sua memória, nos traz alivio”, ressaltou a mãe da vítima.

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