Keiko Fujimori é eleita presidenta do Peru

Por Br Hoje
30 de junho de 2026
Foto: Connie France
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O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 do Peru chegou à sua fase final com a conclusão da apuração oficial dos votos, na segunda-feira (29), fuso local, oficializando a eleição de Keiko Fujimori.

A publicação de 100% das cédulas processadas pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) confirmou o resultado mais apertado das últimas eleições e abriu caminho para as próximas fases do calendário constitucional.

Assim que o processo de proclamação e credenciamento for concluído, Keiko Fujimori tomará posse como presidenta constitucional para o mandato de 2026-2031 em 28 de julho.

Com 100% das urnas apuradas, a candidata a presidente do Peru Keiko Fujimori venceu as eleições com 50,135% dos votos, anunciou na tarde de segunda-feira a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), 22 dias após a realização do segundo turno do pleito no país.

Seu adversário, Roberto Sánchez, somou 49,865%.

Keiko, do partido conservador Fuerza Popular, ficou com 9.233.396 votos, enquanto Sánchez, candidato da esquerda pelo partido Juntos por el Perú, teve 9.173.755 votos.

Primeiro turno com apoio mínimo

A campanha nessas eleições, tanto para Fujimori quanto para Sánchez, apresentou fragilidades notáveis. Para começar, o apoio no primeiro turno foi mínimo — Fujimori obteve apenas 17%, enquanto seu oponente alcançou 12% — e ambas as candidaturas enfrentaram críticas.

Disputa apertada

A disputa entre os candidatos no segundo turno foi extremamente apertada e polarizada, chegando a ficar empatada em números absolutos de votos. Keiko largou na frente na apuração desta etapa final das eleições, chegou a ser ultrapassada por Sánchez, mas voltou à liderança posteriormente.

Desde a última quarta-feira (24), já se sabia que Keiko Fujimori seria a vencedora, quando ela atingiu um total de votos que não poderia mais ser superado pelo adversário.

Na semana passada, Sánchez declarou que não reconheceria o resultado deste segundo turno. Ele alegou manipulação de votos e quer uma recontagem. O partido entrou na Justiça com um recurso para anular votos registrados no exterior.

Keiko assumirá a presidência em substituição ao atual presidente interino, José María Balcázar Zelada, que está no poder há quatro meses.

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