OAB-PI denuncia precariedade de abrigos que acolhem venezuelanos em Teresina

Por Br Hoje
21 de novembro de 2022
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A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí, denunciou a precariedade de abrigos que acolhem indígenas venezuelanos em Teresina e afirmou que vai levar o caso ao Ministério Público. Conforme a denúncia, a cesta básica oferecida não atende às necessidades dos acolhidos e o acompanhamento de saúde seria insuficiente. As informações são da TV Clube.

“Todos os abrigos estão em condição insalubre. A cesta básica que eles recebem não tem nenhum trabalho antropológico de pesquisa prévia para atender de fato qual a alimentação que esses indígenas venezuelanos precisam ter. Não existe um contínuo oferecimento de serviço de saúde para crianças e idosos. Temos crianças vitimadas pela diarreia, algumas com caderno de vacinação muito atrasado, além de um idoso cardiopata que faleceu pela ausência do acompanhamento de saúde nesse lapso temporal em que a prefeitura deveria acolher a administração dos abrigos e não fez”, enumerou a advogada Jéssica Lima Rocha.

A TV Clube também conversou com alguns dos refugiados abrigados no prédio do antigo Instituto de Assistência Técnica de Extensão Rural do Piauí (Emater), que pertence ao governo do estado, localizado na BR-343, na saída norte de Teresina.

Eles reclamaram que a bomba que fornece água potável não estava funcionando e que a entrega de alimentos é feita em quantidade insuficiente, sem falar que os espaços disponíveis para alojamento são úmidos, escuros, sem conforto.

Para conseguir água, os moradores do abrigo precisam ir a um posto de combustíveis próximo ou usar a lagoa localizada no fundo do terreno.

Em Teresina há quatro abrigos para receber essa população venezuelana de origem indígena. Pelo menos três deles são geridos pela Prefeitura de Teresina. O secretário da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Allan Cavalcante, alegou que as cestas básicas semanais são diferenciadas e outras entidades possuem certa gerência sobre os locais.

“A Semcaspi é responsável, especificamente, por acolher essas famílias. Os espaços onde elas estão acolhidas são do governo do estado e algumas instituições, que receberam ementa parlamentar, possuem certa gerência sobre os abrigos. Estão, de alguma forma, trabalhando com os venezuelanos. Nós, da Semcaspi, entregamos cestas básicas semanalmente, as quais são diferenciadas, contendo peixe, ovos e frango, coisa que nenhum brasileiro recebe”, enfatizou.

A secretaria também garantiu que, até esta segunda-feira (21) o problema do fornecimento de água para o abrigo seria resolvido.

 

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