Caso Izadora Mourão: irmão de advogada sai de presídio após ser absolvido de homicídio

Por Br Hoje
18 de março de 2022
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on linkedin
Share on reddit

Após ser absolvido pelo Tribunal do Júri, o jornalista João Paulo Santos Mourão foi posto em liberdade e deixou a Cadeia Pública de Altos na tarde desta quinta-feira (17), onde ficou preso por um ano e um mês.

Ele foi acusado de ter matado a facadas a própria irmã, a advogada Izadora Mourão, no dia 13 de fevereiro de 2021, no município de Pedro II. Contudo, o tribunal entendeu que o jornalista não teve participação no crime. A advogada de defesa de João Paulo Mourão, Esmaela Macêdo, informou que, após sair do sistema prisional do estado, ele voltou para Pedro II.

Somente a mãe de João Paulo e Izadora, Maria Nerci Mourão, de 71 anos, foi apontada como a autora do crime. Ela foi condenada a 19 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. A aposentada irá cumprir a pena em prisão domiciliar, por conta de sua idade e condição de saúde, e porque cuida de seu filho mais velho, que tem deficiência física e psicológica.

O julgamento aconteceu durante todo a quarta-feira (16), no Fórum de Pedro II. Testemunhas de acusação e de defesa foram ouvidas durante mais de 14 horas de sessão.

MP vai recorrer

O Ministério Público do Piauí vai recorrer da decisão que absolveu o acusado João Paulo Mourão, irmão, e da pena aplicada à Maria Nerci dos Santos Mourão, mãe da advogada Izadora Mourão, em sessão do Tribunal Popular do Júri, realizada nessa quarta-feira (16), no Fórum de Pedro II. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Márcio Carcará, coordenador do Gaej (Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça com Atuação no Tribunal do Júri), que atuou no julgamento.

O argumento do promotor é que a decisão que absolveu João Paulo Mourão é contrária à prova dos autos e em relação à pena da mãe, Carcará considera que foi baixa já que existem três qualificadoras.

“São três qualificadoras e uma agravante, havendo pelo menos três circunstâncias judiciais, previstas no artigo 59, do CP, que não foram desvaloradas adequadamente, o que elevaria o patamar da pena”, explicou Márcio Carcará.

O coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Baretta, também considerou que o júri não levou em conta as provas registradas no processo.

“A polícia civil fez um trabalho muito belo, com as provas, tudo muito bem encadeado. Um verdadeiro caminho do crime. E foi feita uma condenação contra as provas dos autos. A constituição é bem clara, quando tem isso, quando houver absolvição pelos jurados, contra a prova dos autos, realmente não se admite”, destacou.

Condenação

A aposentada Maria Nerci foi condenada a 19 anos e 6 meses de prisão por ter matado a filha, a advogada Izadora Mourão, de 41 anos. O irmão da vítima, João Paulo Mourão, foi absolvido pelo Tribunal Popular do Júri. Maria Nerci dos Santos Mourão foi condenada por homicídio triplamente qualificado e cumprirá prisão domiciliar por ser responsável por um filho que tem deficiência.

O julgamento aconteceu durante todo a quarta-feira (16), no Fórum de Pedro II. Testemunhas de acusação e de defesa foram ouvidas durante mais de 14 horas de sessão.

Maria Nerci foi condenada a 19 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Ela havia sido acusada de fraude processual e como coautora do assassinato. Ela irá cumprir a pena em prisão domiciliar, por conta de sua idade e condição de saúde, e porque cuida de seu filho mais velho, que tem deficiência física e psicológica.

João Paulo havia sido acusado por homicídio triplamente qualificado, mas foi absolvido. Um alvará de soltura deve ser expedido na manhã desta quinta-feira (17), e ele será liberado. João Paulo estava preso há um ano e um mês.

Fonte: G1

Últimas notícias