Bolsonaro reduz em até 25% imposto de carros e refrigeradores; veja produtos

Por Br Hoje
26 de fevereiro de 2022
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on linkedin
Share on reddit

Um decreto editado e publicado nesta sexta-feira (25) pelo presidente Jair Bolsonaro reduz a alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). A alíquota foi reduzida em 25% e com isso, a produção de automóveis, eletrodomésticos, refrigeradores, freezers, máquinas de lavar roupas, secadores, e outros será mais barata. O objetivo do Governo Federal é estimular a economia.

“A redução do IPI se soma às medidas de incentivo à retomada da economia e à ampliação da produtividade que estão em curso no país, contribuindo para a dinamização da produção e, consequentemente, da geração de empregos e renda”, afirma, em nota, o Ministério da Economia.

O decreto foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira e como se trata de decreto presidencial, ele entra em vigor imediatamente.

De acordo com o Ministério da Economia, a medida vai representar uma redução da carga tributária num valor de R$ 19,5 bilhões em 2022. A previsão para 2023 é que o valor da redução seja ainda maior, de R$ 20,9 bilhões. Aumentando ainda em 2024, quando a redução passará para R$ 22,5 bilhões.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vinha defendendo a redução do IPI e chegou a afirmar que a medida ajudaria a “reindustrializar o Brasil”. Além disso, tem destacado nos bastidores que o país tem apresentado um bom resultado de superávit primário, o que permite abrir mão da arrecadação.

“A indústria brasileira está sofrendo nas últimas décadas com impostos altos, juros altos e encargos tributários”, disse Guedes nesta semana em evento com o mercado financeiro.

Indústria sentirá impacto positivo, diz CNI

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) avalia que a diminuição do imposto é positiva para a economia. A entidade acredita que os preços dos produtos industriais irão cair, estimulando o consumo e controlando a inflação.

“A indústria de transformação tem um potencial de puxar o crescimento ainda maior. Cada R$ 1 a mais produzido na indústria resulta R$ 2,67 a mais no PIB. E nos últimos 10 anos, a essa indústria encolheu, em média, 1,6% ao ano. Perdeu espaço no PIB brasileiro e na produção mundial. Perdeu espaço nas exportações brasileiras e nas exportações mundiais de manufaturados”, declara Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.

De acordo com estimativas da CNI, a carga tributária da indústria de transformação foi equivalente a 46,2% do PIB desse setor em 2017, enquanto a média da economia alcançou 25,2%.

Fonte: UOl

Últimas notícias