Prefeito de Barras e vice são absolvidos em processo eleitoral

Por Br Hoje
28 de novembro de 2023
Foto Reprodução

O prefeito da cidade de Barras, Edilson Sérvulo de Sousa, o Capote, e a vice-prefeita Cynara Lages, foi absolvido de uma acusação de abuso de poder econômico na eleição de 2020. Além dos dois, 3 vereadores e 3 suplentes da coligação “A Vitória que Vem do Povo (PSD/DC)” também foram absolvidos.

Segundo um comunicado divulgado pelo prefeito nas redes sociais, o relator do processo, o juiz Charles Marx inicialmente anulou um dos processos, e depois entendeu que o processo não havia provas que fundamentassem uma condenação.

Em junho, o juiz da 6ª Zona Eleitoral, Jorge Cley Martins Vieira, havia cassado os mandatos do prefeito e da vice, além de apoiadores, por denúncias de abuso de poder econômico e compra de votos nas eleições de 2020.

O prefeito continuou no cargo enquanto buscava reverter a condenação, o que aconteceu nesta segunda-feira (27), com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral.

Além do prefeito e da vice, haviam sido cassados também os mandatos dos vereadores Roberto Rene Lages Veras, Jovelina Furtado Castro, Antônio Leite Neto, Irlândio Sales dos Santos e José do Nascimento Cavalcante, declarando nulos os votos recebidos pelos impugnados. Todos eles são atingidos pela nova decisão, e foram também absolvidos.

Denúncia logo depois da eleição

Segundo a denúncia feita pelo promotor eleitoral Silas Sereno Lopes, do Ministério Público Eleitoral, interceptações telefônicas e dados extraídos de celulares indicavam que, durante as eleições, o candidato a prefeito liderou uma organização destinada principalmente à captação ilícita de votos.

A denúncia partiu de uma denúncia feita à Polícia Federal, que culminou na operação “Democracia Pescada”, realizada em novembro de 2020. Os policiais buscavam indícios de crimes como corrupção eleitoral e caixa dois.

O nome da operação, segundo a PF, fazia referência a apelidos dados pelos investigados a grupos políticos da cidade, conforme o peso do apoio político negociado e o respectivo valor da sua compra. Dessa forma, os grupos políticos foram chamados de “peixes de couro”, “peixes nobres de escama” e “piabas do rabo seco”.

 

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